segunda-feira, março 19, 2007

A família morreu... precisamos velar logo esse corpo... senão o fantasma toma vida.

Tenho notado que a estrutura familiar tem se resumido realmente somente a pais e filhos.Explico (ou confundo mais ainda.RSRSRS).
Quando digo pais e filhos, estou circunscrevendo o pai com filho, a mãe com o filho, o pai com a filha, a mãe com a filha, o filho com o pai, a filha com o pai, a filha com a mãe, o filho sem o pai, o filho com os pais, mas sem o pai (tá mais não tá, entende?)a filha com os pais , mas sem o pai, o filho com os pais, mas sem a mãe, a filha com os pais , mas sem a mãe. Tem mais; a mãe com pai, mas sem o filho, o pai com a filha, mas sem a mãe, o filho com o pai, mas sem a mãe, a mãe com a filha, mas sem o marido, o pai sem mulher,mas com esposa, a esposa, com homem, mas sem marido, o marido sem esposa, mas com filho da esposa... Loucura!!!
Onde quero chegar? Não há mais papai e mamãe mais o filho e a filha. Esquartejamos a estrutura. O organismo não é mais o conjunto de sistemas, mais uma “liquidação” de órgãos comprometidos com algumas patologias!
Quero dizer que a estrutura de família como eu aprendi não existe mais. Não estou dizendo que a qual fui inculcado, seria a ideal, mas por falta da ideal, deveríamos deixar esmiuçar-se a tão fragilizada “incompetente” micro-sociedade? Pois bem, restam-se cacos...
Bom, os cacos que digo, são as pessoas que não menciono. Pessoas que estão presas ao fantasma de uma coisa que se ainda existe, não existe como tal existia, pois ainda que continuemos a gerar filhos, não fazemos mais família.
Estou escrevendo tudo isso, pois as mentes tão ovacionadas pelas perspicácias das projeções futurísticas, não perceberam que quando culpamos a família por algo de errado , muito vezes, a nível comportamental, culpamos o ser que não existe mais, e se não existe mais, somos néscios em baseamos todo o nosso discurso nisso. É um absurdo, mas ainda vendemos para a “família”, ainda pregamos para a” família”, na escola, culpamos a” família”, socialmente, perguntamos “de que família? “ E o fantasma de nós, ri.
Precisamos planejar e considerar, os “sem família”, os “sem maridos”, os “sem
esposas”, os “sem pais”, os “sem mães”, os “sem filhos”, os “sem filhas”, os quem tem como família, somente, talvez, um filho para criar, uma mãe abandonada, para se preocupar, um pai que “ama” garrafa, pois sabe que de amor ninguém vive e sem viver, só resta morrer, ainda que de maneira lenta e não relembrável, pois abandonado foi, e resumida-se, a família ficou.Tanto pela que ficou, mas espancada foi também. Falamos muito nas crianças, mas gente grande também sofre, principalmente, gente grande sozinha... Estamos cercados e estamos solitários. Não, não vejo mais família. Vejo um discurso retrogrado, que renega a marginalidade; pessoas solteiras, divorciadas, separadas, que muitas vezes sofrem sozinhas por não terem um ombros a acalentar. Triste nossas propagandas. Todos são felizes, como a felicidade pudesse ser comprada. Mas ela somente pode ser “relacionável” nunca, comprável, pois se assim for, só os ricos a terão! E até eles_ não quero ser obvio_ a sepultura descem.
É isso aí. Repenso , nesse momento, todos os meus discursos, pois neles, a palavra família, será trocada por “pessoas” e são essas, individualmente, é que são importantes, e quem sabe, a família pinta na área novamente...

2 comentários:

Marcelo Pinto disse...

Teste

Júlia Beatriz disse...

caraaca!
teexto peerfeiito!

;* prof!