terça-feira, dezembro 10, 2013

Conversa

Deus qual é sentindo de não se ter sentindo algum? Tudo bem... eu te matei... não foram nem os romanos nem os judeus... foi eu. Eu bati os pregos... Te coroei com minha dor... enfiei uma lança no seu lado.... Como pude? Sou pó... sempre pó.... Te assassinei em mim... Que furada hein Pai?! Então me ensina a valer a pena... me faz ver que não foi em vão que te matei.... Me ensina a estar junto de Maria e Madalena, ao invés de estar junto de Caifás.... Me dê  sentido para o homicida que sou... Te matar precisa florecer algo maior.... Sopra de novo, como fizeste no Éden....Naquele montinho de areia em criaste o homem. Me faz de novo... Faz eu ver com teus olhos, não com os meus... Não tenho nada para ter dar, fica com o coração que bate como um mistério.... Ele insiste... Meu coração tem mais fé do que minha alma! Ele bate na esperança que o Senhor o olhe! Pudera! A vida que nele há, dele não é mas é Tua. O meu coração Te conhece mas minha alma precisa caminhar contigo sem se confundir como os discípulos no caminho de Emaús. Eu te mato e ganho vida... O senhor não é justo... O senhor é amor como eu nunca vou entender, no mais aceitar pela fé.... Hoje sou nem barro, sou pó que precisa ser ouvido por Ti... Houve a oração de um monte de terra, que sou eu... Te amo Pai.

domingo, junho 10, 2012

O que mais arde em nossos corações


Texto: Gênesis 22:1-18

Introdução:

O que mais arde em nosso coração é o que amamos, é o nosso ‘único filho Isaque’. È o que abaixo de Deus, ocupa o centro de nossas vidas, o que nos dá prazer, satisfação, em que gastamos nossas forças e tempo.Porém as vezes ‘Isaque’ não é belo, nem é bom, mas como ‘Isaque’, continua ocupando o centro de nossas emoções, sugando nossas forças, e minando nossas resistências. Se alimentando das labutas da vida, esse ‘Isaque’ anômalo, cresce e ofusca Deus de nossas vidas, impedindo que vejamos a Sua face e o Seu cuidado por nós. Às vezes, doentiamente, marginalizamos ‘Isaque’, lançando sobre ele, aquilo que deveríamos lança na cruz de Cristo, machucando, ferindo e magoando aqueles que amamos e nos cercam. Ora somos necessariamente “Isaques,” ora “Abraãos” nos relacionando com a vida e com o próprio Deus.
Considerações:

1ª- Na subida de Moriá, Isaque é que leva a lenha:

No processo, na caminhada, Isaque sente o peso do sacrifício de si mesmo. No caminho para a adoração, Isaque percebe que galhos, espinhos e farpas, são que alimentam o fogo do altar de sacrifício, Isaque sofre, sem saber que o próprio sacrifício, é ele mesmo.

2ª- A tentação de se deixar cair o cutelo e soprar a chama do holocausto.

Na subida de Moriá, Abraão leva o cutelo e o fogo. A obediência ao Senhor depende diretamente dos meios que temos e carregamos para obedecê-lO. Estar no caminho para a obediência, mas deixar cair o cutelo e apagar a chama, é em si mesmo, perder a condição de obedecer e adorar. É amar o mundo e as coisas que nele há.

3ª- A fé de que sempre voltaremos.

Subir ao monte com Isaque é ter a certeza de que “voltaremos para junto de vós...” . É crer não somente no que a razão nos apresenta diante das circunstâncias, mas crer nas várias possibilidades de Deus, desde da visão de anjos trazendo a mensagem do senhor, até mesmo na ressurreição de Isaque.

È crer que voltaremos do deserto, voltaremos dos momentos de sofrimento, voltaremos dos velórios, das situações de perigo e tristezas que vivemos. É crer que por momentos, nos afastamos de Deus, mas voltaremos para Ele, sempre voltaremos, haja o que houver.

4ª- A clarividência de nossa esterilidade. ( a certeza de que somos estéreis)

A obediência de Abraão está relacionada e baseada no fato da clara convicção de sua esterilidade. Isaque é fruto de milagre, por isso, pertence ao Senhor. Subir Moriá com Isaque é reconhecer que tudo o que temos e somos, vem do Senhor e que é nosso dever, devolvê-lo, ainda que já muito apegado à criança.

5ª- Sacrifícios pertinentes são oferecidos no secreto do monte.

Apesar dos servos caminharem com Isaque, ele é oferecido no secreto do monte.

Isaque é passível de admiração, pois é fruto de milagre de Deus, mas ele é devolvido ao Senhor, no secreto de nossa comunhão, no local sagrado, pois é indicado pelo próprio Deus, no gênesis de nossas emoções. Seja no pináculo do templo, ou na caverna de Adulão, nas alegrias ou nas tristezas, Deus é quem escolhe o tempo de nos fazer Seus pedidos. Precisamos estar atentos aos pedidos do Senhor.

6ª- O sacrifício de Isaque é um ato contínuo, por isso devemos receber as bênçãos do Senhor sempre com as mãos abertas.

Dialogar e discutir com Isaque na hora do sacrifício, é muito perigoso; pois podemos ser tentados, ao ouvir o som adocicado e embargado da sua voz, a seguir um outro caminho de obediência, que aos olhos humanos nos pareça muito justo e justificável. Mas a obediência não é um caminho para andar com Deus, e sim o próprio caminho, não há outro meio de mantermos nossa comunhão com Ele. Os outros caminhos parecem direitos, mas são caminhos de morte.

Conclusão:

Entender a provação de Abraão é compreender que na caminhada como Corpo e com o Corpo de Cristo, ora nós somos Abraão que responde à chamada de Deus como filho: “ Eis-me aqui meu Pai”, ora respondendo como pai:”Eis-me aqui, meu filho, não se preocupe, subiremos e desceremos Moriá. Viveremos a vida que o Senhor nos deu, pois estamos com o cutelo, com a chama e com a madeira, estamos com a cruz, ela é nossa, mas o Senhor já providenciou o Cordeiro Santo de Israel.”

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Ele era inocente


Jesus era do ponto de vista do Sumo Sacerdote um herege e um impostor, do ponto de vista dos comerciantes um agitador e um comunista. Do ponto de vista imperialista dos romanos era um traidor, do ponto de vista do senso comum um louco perigoso. Do ponto de vista do esnobe, que exerce sempre grande influência, era um vagabundo sem um tostão.




Do ponto de vista da polícia ele era obstruidor das vias públicas, pedinte, aliado de prostitutas, apologista de pecadores e depreciador de juízes; seus companheiros eram vadios que tinham sido seduzidos de seus ofícios regulares para uma vida de vagabundagem. Do ponto de vista dos devotos Jesus era um violador do sábado, negador da eficácia da circuncisão, advogado do rito estranho do batismo, glutão e bebedor de vinho. Era odiado pela classe médica por praticar a medicina sem qualificação, curando as pessoas por curandeirismo e sem cobrar pelo tratamento.



Ele era contra os sacerdotes, contra o judiciário, contra os militares, contra a cidade (tendo declarado que era inconcebível que um rico entrasse no reino do céu), contra todos os interesses, classes, principados e potestades, convidando a todos que abandonassem essas categorias e o seguissem.



Por todos os argumentos legais, políticos, religiosos, do costume e da polidez, Jesus foi o maior inimigo da sociedade do seu tempo já colocado atrás das grades. Era culpado de cada acusação feita contra ele, e de muitas outras que não ocorreu a seus acusadores levantar. Se ele era inocente, o mundo inteiro era culpado. Inocentá-lo seria atirar pela janela a civilização e todas as suas instituições. A história confirma o litígio contra ele, pois nenhum Estado jamais constitui-se sobre os seus princípios ou tornou possível viver de acordo com os seus mandamentos; os Estados que assumiram o nome dele foi para usá-lo como credencial que os habilitasse a perseguir os seus seguidores de modo mais plausível.



Bernard Shaw, no prefácio de On the rocks (1933)








sexta-feira, outubro 14, 2011

Apego versus desapego

A gente tenta fazer o que é certo. O que está correto. O que se pode ser feito naquele momento. O que é honesto e de bom testemunho. Temos pasciência com as coisas e pascientemente esperamos, quando o que desejamos ou precisamos está fora de nós, de nossas possibilidades ou conhecimento. Somos enganados e fingimos que não fomos...Mentem descaradamente para nós. Perdoamos, perdoamos, figimos que perdoamos, mentimos para perdoar, perdoamos voltando lá, perdoamos sem lá  mais voltar. Mas até onde isso vai? Até quando temos que cerder? Que forças são essas que atuam sobre nós que possuem o poder de nos fazer de boneco, de nos tirar do sério, de nos humilhar muitas vezes? Onde estão tais forças? De onde vêm? Espiritualisando diria eu agora, um monte de coisas. Mas não quero, não vou. Azar? Não creio, me recuso.  Castigo? Sou criancinha? Passei dessa fase. Mas então o que é? Subconsciênte, psicologicamente falando? De forma alguma. Não me embriago, não me entorpeço mais. Tô limpo. Tô puro. Não brinco mais com coisa séria.
Mas escrevendo o que acima escrevi, começo a entender, ainda que de longe o que Deus, esse sim eu quero sempre, me sopra enquando desabafo aqui. E Ele me sussurra: " Para mudar a sua vida, Eu preciso de uma coisa sua, desapego. Sim! Você ainda e quase sempre é muito apegado as coisas". " Você tem muito apego e fica até para mim muito difícil mudar a sua vida se você não saber e nunca procurou saber o que é desapegar-se desta vida, das coisa desta vida". "Eu, o Senhor, como já disse, não coloco remendo novo em pano velho, nem vinho novo, em vasilhame antigo." "Eu posso todas as coisas... Até ir de encontro ao que eu quero para você, em detrimento do que você quer para você mesmo." "Então, entre Eu mudar e você, Marcelo, desapegue-se você, e muda você, posto que em mim não nem sombra de variação alguma".
Pois bem gente, isso é que dar andar com Deus... De desapego em desapego, a gente se apega mais a Ele, fazendo o que ele quer, ainda que de início, ficando muito chateado da vida. E fazer o que Ele quer, muitas vezes precede  ser contariado, engado, humilhado, mal entendido, acusado, sacaneado... Mas assim a gente muda e se torna o que Ele quer que a gente seja, muitas vezes e quase sempre não sabendo bem o que é. Mas o que é ... é melhor se Dele vier. Marcelo.

sexta-feira, julho 01, 2011

O valor da Pérola e o preço da Graça - Articulado por Paulo Brabo

Em Mateus 13:44-46 está registrado que Jesus assim descreveu o reino do céu:




O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou.






[...] Quando leio essas parábolas penso com frequência num jovem que tive o privilégio de conhecer. Sua “pérola de grande valor” era uma mistura de cocaína e heroína. Por isso ele sacrificou todo o resto – sua saúde, sua família, um teto e um lugar para dormir, todas as suas possessões mundanas, – até não ter nada além da roupa do corpo e um violão. Ele amava aquele violão: viva dizendo que era a sua alma. Mas um dia penhorou o violão: “penhorei a alma”.






Tendo só a roupa do corpo e o dinheiro que recebeu pelo violão, tudo que ele conseguiu comprar foi uma “vírgula” de heroína (um décimo de grama, apenas o suficiente para deixá-lo alto uma única vez). Tendo vendido finalmente sua “alma”, essa era sua pérola de grande valor.






É aqui que a parábola termina, mas na continuação da história do meu amigo algo inacreditável acontece. Tendo descolado a sua heroína ele entra num beco para transar a droga, e ali depara-se com outro amigo que também é usuário de heroína mas não tem dinheiro, nem drogas, nem nada valioso para vender. O que faz meu amigo com sua pérola? Ele a compartilha. Ele a divide – o tesouro pelo qual sacrificou todo o resto – e dá metade a seu amigo, sem qualquer esperança de retribuição. Ali, num beco da zona leste do centro de Vancouver, meu amigo engajou-se num ato de generosidade e de sacrifício pessoal superior em escala a qualquer outro ato de generosidade ou sacrifício pessoal que eu jamais tenha visto praticado – quer por parte de cristãos ou de quaisquer outros. Pense o que quiser sobre o uso de drogas: o valor da pérola para meu amigo e a extensão de seu sacrifício suplantam em muito qualquer outro ato de bondade jamais praticado por mim.





E a verdade é que a atitude de meu amigo não é exceção. Em comunidades de usuários de drogas e outras comunidades de gente pobre não é incomum uma estirpe de economia fundamentada na graça, em que se dá sem se esperar receber de volta.





Daniel Oudshoorn

Poser or Prophet

quinta-feira, junho 30, 2011

Tudo Mudou - Luis Fernando Veríssimo


E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter

A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador

As lições já não importam mais


A guerra superou a paz


E a sociedade ficou incapaz...


.... De tudo.


Inclusive de notar essas diferenças.




(Luiz Fernando Veríssimo)

Resumo da carta aos gálatas

Paulo escreve não somente a uma igreja, mas sim a um grupo de igrejas que se situavam na região da Galácia, alertando-os que os mesmos estavam deixando o verdadeiro Evangelho, anunciado por Paulo, e estavam seguindo pessoas que queriam enxertar princípios da lei de Moisés à Salvação pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Ele defende sua posição de Apóstolo de Jesus, chamado para ministério não por homens, e  sim pelo próprio Jesus. Reforça sua posição, contando-lhes de sua estada em Jerusalém, junto com os demais apóstolos que corroboraram seu chamado e ministério entre os gentios. Severamente os adverte, que se foi pela fé e não pelo comprimento das obras da Lei que receberam o Espírito Santo. Lembra-os que os que estão debaixo da Lei, são escravos da mesma, e o não cumprimento da mesma, leva-os à condição de malditos! Ensina-os que a Lei não é um fim em si mesma, mas a sinalização para o Redentor e que com a encarnação de Deus, a lei se tornou obsoleta e inapta para salvar, como na verdade nunca teve este fim. Como bom judeu e conhecedor do judaísmo, faz uma comparação entre as duas esposas de Abraão e seus respectivos filhos. Agar é a Jerusalém terrestre que gera filhos para escravidão e Sara a celestial, pois é Isaque que é gerado pela fé e por isso” filho da promessa” e não Ismael. Porquanto o que nos salva é a fé que depositamos no Filho de Deus, não as obras que praticamos. Paulo alerta sobre um evangelho que não é Evangelho, um que escraviza e não liberta. Parece-nos que se não fosse a intervenção do apóstolo, toda a Galácia estaria comprometida com a falência da verdadeira fé cristã, à medida que chegaram ao ponto de morderem-se e se devorarem uns aos outros por causas doutrinárias, impostas por homens, que relutavam em se desprenderem dos rudimentos do judaísmo. Exorta-os para que vivam dependentes do Espírito Santo, pois temos a tendência de sermos carnais, e somente através do Espírito é que temos a possibilidade de dizer não as obras da carne. Finalizando, afirma que agora, a circuncisão é o Novo Nascimento, ou seja, a nova natureza que é gerada em nós mediante a fé que nos é dada pelo Espírito de Deus, e que marca por marca, isto é, a circuncisão por circuncisão do prepúcio, é glória externa, e que para ele, a verdadeira circuncisão  é ser e viver de acordo com essa nova natureza, respondendo positivamente aos seus apelos e anseios. Dá graças e termina sua carta.

segunda-feira, abril 18, 2011

O que é realmente solidão?

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...


Isto é carência.


Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que

a gente se impõe, às vezes,


para realinhar os pensamentos...


isto é equilíbrio.



Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...

Isto é um princípio da natureza.

 
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma


Retirado da Internet.