quinta-feira, junho 30, 2011

Resumo da carta aos gálatas

Paulo escreve não somente a uma igreja, mas sim a um grupo de igrejas que se situavam na região da Galácia, alertando-os que os mesmos estavam deixando o verdadeiro Evangelho, anunciado por Paulo, e estavam seguindo pessoas que queriam enxertar princípios da lei de Moisés à Salvação pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Ele defende sua posição de Apóstolo de Jesus, chamado para ministério não por homens, e  sim pelo próprio Jesus. Reforça sua posição, contando-lhes de sua estada em Jerusalém, junto com os demais apóstolos que corroboraram seu chamado e ministério entre os gentios. Severamente os adverte, que se foi pela fé e não pelo comprimento das obras da Lei que receberam o Espírito Santo. Lembra-os que os que estão debaixo da Lei, são escravos da mesma, e o não cumprimento da mesma, leva-os à condição de malditos! Ensina-os que a Lei não é um fim em si mesma, mas a sinalização para o Redentor e que com a encarnação de Deus, a lei se tornou obsoleta e inapta para salvar, como na verdade nunca teve este fim. Como bom judeu e conhecedor do judaísmo, faz uma comparação entre as duas esposas de Abraão e seus respectivos filhos. Agar é a Jerusalém terrestre que gera filhos para escravidão e Sara a celestial, pois é Isaque que é gerado pela fé e por isso” filho da promessa” e não Ismael. Porquanto o que nos salva é a fé que depositamos no Filho de Deus, não as obras que praticamos. Paulo alerta sobre um evangelho que não é Evangelho, um que escraviza e não liberta. Parece-nos que se não fosse a intervenção do apóstolo, toda a Galácia estaria comprometida com a falência da verdadeira fé cristã, à medida que chegaram ao ponto de morderem-se e se devorarem uns aos outros por causas doutrinárias, impostas por homens, que relutavam em se desprenderem dos rudimentos do judaísmo. Exorta-os para que vivam dependentes do Espírito Santo, pois temos a tendência de sermos carnais, e somente através do Espírito é que temos a possibilidade de dizer não as obras da carne. Finalizando, afirma que agora, a circuncisão é o Novo Nascimento, ou seja, a nova natureza que é gerada em nós mediante a fé que nos é dada pelo Espírito de Deus, e que marca por marca, isto é, a circuncisão por circuncisão do prepúcio, é glória externa, e que para ele, a verdadeira circuncisão  é ser e viver de acordo com essa nova natureza, respondendo positivamente aos seus apelos e anseios. Dá graças e termina sua carta.

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