domingo, dezembro 24, 2006

A tenda do Encontro com Deus

A Tenda do Encontro Êxodo 33:7-11
Muitas vezes encontramos Deus no meio da comunhão, quando nos reunimos para celebrá-lo. Com nossas canções e ações, estamos num só coro dizendo que Ele é Santo! Santo! Santo! Mas há momentos em nossas vidas, que sentimos a necessidade de sairmos do meio da agitação, e montarmos assim como Moisés, uma tenda fora do arraial, a Tenda do Encontro com Deus. È interessante que quando saímos para esse encontro divino, é o Senhor que nos encontra e começa a falar conosco. Parece que no momento da voluntariedade de nossos corações, Ele já começa falar. Nós saímos, mas é Ele quem nos acha. E nesse encontro, nesse diálogo espiritual, o amigo ouve mais do que fala. Moisés ouvia o Senhor na Tenda do Encontro. Nessa busca sincera ao Senhor, Ele se comunica, agindo sobrenaturalmente de modo muito natural, não permitindo assim, que fiquemos paralisados com o que vemos (a nuvem de fumaça se deslocava e ficava parada em frente à porta da tenda, quando o Senhor falava com Moisés), em detrimento do que Ele nos quer comunicar. Nuvens são sinais e não mensagens!
Essa saída para fora do arraial das situações, ainda que solitária, ela não se dá de maneira desapercebida, pois sempre que Moisés se levantava para ir até a tenda, o povo também esboçava reação. Estamos sempre sendo observados em nossas buscas ao Senhor. Isso é muito bom, pois podemos gerar com isso, uma forte influência em torno daqueles que nos cercam. O Encontro face a face, ou seja, intimamente, causa um desejo implícito de observação do homem em relação a esse posicionamento de fé. Nosso movimento em direção ao Senhor nunca passa desapercebido aos olhos do Mundo. Esse movimento salga e ilumina a vida daqueles que sem Jesus Cristo, vivem uma vida desgostosa e em trevas, apesar dos lampejos de alegria e de alguns raios solares que de maneira efêmera, iluminam e aquecem a vida do homem sem Deus.
Esse encontro face a face, não é exclusividade de alguns especiais ou selecionados, mas de quem quiser, isto é, basta o desejo sincero e a atitude de saída em direção ao encontro com Deus. Nas caminhadas, Deus nos encontra. No passado, o encontro se dava na tenda, hoje a tenda é o próprio Jesus de Nazaré. Nele, nós encontramos Deus e conhecemos o Pai, pois Ele é o Senhor. A porta da tenda é a Cruz do Calvário. Encontrar verdadeiramente essa Cruz, é encontrar O Caminho, A Verdade e A Vida. Alguns ficam somente à beira desse Caminho, não adentram por Ele, parecem que ficam extasiados com sinais, como a coluna de nuvem que ficava à porta da tenda, quando Moisés se encontrava com Deus, ficam parados nos milagres, e se ofuscam, não entendendo que a verdadeira e completa benção, não é o sinal que sinaliza para a tenda, e sim a presença de Deus em nós.
A vida de Jesus, assim como a de Moisés, nunca foi caracterizada pela ausência de movimento, o que permeava muitas vezes, era a velocidade com que isso acontecia, porém nunca havia a ausência da busca ao Senhor, não havia um recesso de oração em prol de planos particulares. O incômodo de se montar a tenda era notário na vida dos dois. Seja esse incômodo deflagrado pelo sofrimento do povo no cativeiro egípcio, ou pelo êxtase da adjacência à sarça que se ardia, mas não se consumia no monte Horebe, quando da chamada de Moisés para o ministério libertador e condutor; assim como a piedade e contrição de Jesus para com o povo que estava como que ovelhas sem pastor.
Hoje, evidenciamos o mesmo sentimento de Moisés. Saímos do Mundo para nos encontrarmos com o Senhor nos montes “Horebes” de nossas vidas, para só assim, sairmos da face a face de ouvir a voz de Deus, para caminharmos novamente ao Egito, isto é, para o Mundo, só que agora transfigurados pela glória do Senhor, como agentes para anunciar as boas novas do Evangelho, com palavras, gestos, instrumentos, canções; com a vida de maneira integral, como arautos do Altíssimo declamadores do: Está consumado! Está consumado! Toda culpa, condenação, preço de redenção que nos concede alívio, foi lançada na Cruz e agora é a vez do Reino de Deus e do senhorio de Jesus Cristo. Contemos essa História ao Mundo, fazendo a história do homem.
Marcelo da Conceição Pinto.




Comprou "Deus" e quis o dinheiro de volta...

Comprou “Deus” e quis o dinheiro de volta
Às vezes temos muita dificuldade em relação à nossa vivência com o “místico”.
Desenvolvemos padrões de comportamento, hábitos, falas pré-determinadas que mais parecem CDs piratas distorcidos e DVDs de imagens pouco definidas, que todos sabem que são uma contravenção, ao que é realmente original e natural. Assim são as nossas atitudes e movimentos em direção ao “místico”. E caminhamos com um “monte” de idiossincrasias em direção a um Monte que por vezes é um Abismo. E assim vamos, sempre nos esforçando para interferirmos, como numa “premonição manipulável” no dia que se chama Amanhã. Nessa dinâmica, usamos de tudo: fé, ritual, culto, inteligência, leitura das circunstâncias, mandinga, compromissos de comportamentos irrepreensíveis, “apostas nos céus” seja isso de qual natureza for. Enfim, eu sou o dono do negócio chamado de ‘minha existência’, e não posso deixar chegar à bancarrota, pois isso seria humilhante eu ficaria chateado comigo mesmo.
Pois bem, num interesse escamoteado de lágrimas de sofrimento, nos apresentamos ao sacerdote, sim aquele que leva nossas queixas e lamúrias ao Todo Poderoso Criador, e abrimos nossas “listas de supermercado.” O vendedor nos oferece “Jesus” e um tal de “Seu Nome”, realçando as vantagens de tê-los em nosso carrinho de compra. Afirma que com esse “produto”, nosso poder de compra aumenta. E levamos o que nos foi oferecido para casa, surpreendentemente algo é verificado. Simplesmente não funciona, não funciona o que nos foi proposto, parece que está ‘com defeito’, as respostas aos nossos comandos não condizem com os mesmos. E voltamos ao vendedor dizendo da nossa decepção e muitas respostas temos, dentre as tais, de que não sabemos usar o produto, pois não lemos muito bem o manual de como ser evangélico. E ficamos sabendo que o produto é bom e que nós é que somos consumidores ignorantes. Decepcionados com o nosso analfabetismo da fé, vamos para casa, sem mais ter o que comer e o que beber, pois não temos mais com o que comprar.
Em casa, e em cada vez mais em casa, acuado nos porões do desespero depressivo, nós não sabemos a quem recorrer e nem como fazer isso. Nesse momento, verificamos o que realmente são as relações de comércio em que se tornaram a nossa existência, e ficamos profundamente decepcionados com a falência de “nossa empresa”.
Mas então algo acontece...
No fundo de nossa amargura, ouvimos um som, um som de uma brisa mansa e suave a bater numa porta de carne e nervos, a bater de dentro para fora,e não de fora para dentro, e a dizer: “Eu vim para...”
E na dinâmica de dar vazão a esse momento, ouvimos o som de palavras não ditas que expressam numa das recamaras do nosso íntimo: “ Bebe... Come.. Respire... Tenha Paz...”
Calma... não, não, por favor, não faça conta...É de Graça... É a Graça.... Pode usar... Tem mais da onde vem.... É fonte...É Rio a jorrar por toda a Eternidade...”
E aprendemos que não dá para fazer disso um “negócio que sentimos” pois não é negócio, e sim SOLIDARIEDADE DIVINA. E percebemos que se o mercado é uma realidade, mais realidade ainda, é que é freqüentado por clientes zumbis, ou seja, corpos sem alma , pois na ânsia de comprar no mercado, o que o mundo oferece, além de ignorância, esteriliza o corpo donde a alma tem que nascer. Compram o mundo e perdem a alma.
Isso é só uma HISTÓRIA.
Nele, em que todos as “estórias” estão inscritas na História.
Marcelo


sábado, dezembro 23, 2006

Angustia

A maior angustia do homem é não se conhecer. Saber da inconstância de seus pensamentos e o vício de colocar e creditar segurança naquilo que é tão rígido quanto palha seca e efêmero como nuvens caminhando. Medo e decepção se fazem presente muito mais que o desejado e de fato a insatisfação é o sentimento mais verdadeiro que temos. Doloroso é saber que a volúpia da alma nunca é satisfeita. A procura de quem somos, ainda que inconsciente, acontece muito mais freqüente que imaginamos. E partimos no veleiro chamado de “nossa vida”, na vã procura de nós mesmos,e de vez em quando, chegamos em portos nos quais o sentimento de estupefação nos agride, pois encontramos “monstros”, variáveis do que somos e nos tornamos, nestes, as lutas acontecem, na vã tentativa de crer e no sentimento de aceitação de que não somos aquilo que estamos vendo naquele momento. Mas a verdade sempre vem, trazendo consigo o “outdoor” da acusação, e penitente muitas vezes nos tornamos. Pior é, que essa penitencia não vem como penitencia, e sim, como bel-prazer de alívios alucinógenos anestesiantes, que nos fazem procurar espelhos disformes segundo as nossas intencionalidades. Nessa dinâmica, embarcamos em direção ao oriente da senilidade, achando que os próximos portos serão diferentes. O que não é verdade, pois, novamente deparamo-nos com os seres mitológicos e bizarros que fazem parte de cada um de nós. Esses vêm, disfarçados de nossas verdades,nossas faculdades, nossas idiossincrasias, que aparentemente gostosas para nós, são absinto e fel para os que nos cercam. E velejamos em constante estado de guerra, onde o sono não descansa, a comida não alimenta e o lazer só o é, na etimologia da palavra, pois prazer não dá, quando muito, um pouco de contentamento, que muito é diferente de alegria. E muitos, por não agüentarem a violência das ondas que transfiguram o barco, acabam por trocarem a calafetagem, por maceração de seus próprios cascos, tirando a própria vida.
Marcelo.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Para quem quer entender a vida (Willian Shakespeare)


Gente, depois de ler o texto, não deixem de acessar o próximo link.
O vídeo vai fazer você refletir sobre seus valores e sobre seu estilo devida. Não Percam!!!
Fiz um exercício mental de ao invés de ler "depois de algum tempo",eu falei para mim mesmo :"agora......."

"Depois de algum tempo..."
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que a companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para osplanos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vazio. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisasem um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescermesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importana vida são tomadas de você muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que, só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o amacom tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será, em algum momento, condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
(Willian Shakespeare)

http://www.youtube.com/watch?v=XM-xue-izBg

E o tempo passou...



E o tempo passou



E o tempo passou...

E o tempo passou
Não vi as cores das flores
Não vi o vôo dos pássaros
Não senti a água em meu rosto
Não Passei as mãos nas plantas
Não subi montanha
Não respirei ar puro

E o tempo passou...

E o tempo passou
Não brinquei de bola com meninos
Não brinquei de casinha com meninas
Não chorei na tristeza
Não sorri na alegria
Não dancei na lama
Nem cantei na chuva

E o tempo passou

E o tempo passou
E não deitei na grama
Nem contei estrelas
Não vi sol se pôr
Nem vi amanhecer

E o tempo passou

E o tempo passou
Não apertei mãos
Não dei abraços
Não deixei-me abraçar
Não toquei e nem senti



E o tempo passou

Não briguei
Muito menos fiz as pazes
Não fiz nada
E o tempo passou


E o tempo passou

Não pensei
Se pensei
Pensei demais
E vivi de menos
E o tempo passou

E o tempo passou...

Não corri contra o vento
Nem a favor dele
Não acendi lareira
Eu não tinha fogo

E o tempo passou

E o tempo passou
E esqueci como é colo de pai
E beijo de mãe
E o tempo passou...


E o tempo passou
E esqueci do primeiro papai das minhas filhas
Do primeiro beijo em minha esposa
Do primeiro parafuso que apertei em casa

E o tempo passou...

E o tempo passou
E não me lembro mais
Da aprovação no vestibular
Do primeiro dia de aula
E nem do último....

E o tempo passou...

E o tempo passou
E não esqueci
Não esqueci do amor não correspondido
De quando fui “esquecido”
E esquecido, rejeitado fui.
E não fui lembrado....

E o tempo passou....

E o tempo passou
E lembrei...
Mas lembrei mesmo...
De que nunca fui esquecido...
Ele nunca me esqueceu...
Nunca me deixou...
Pois nunca foi embora
E o tempo passou ...

E sou o que sou...
Sou muito mais do que era...
Ele está comigo...
Não sou só eu,
Mas Ele é comigo agora
Por isso o tempo passou
E eu não percebi.
E já terminando...
Pois a eternidade para mim...
A eternidade já chegou...
O tempo não passou....

Ficar ou namorar?


Ficar ou namorar? Porque? Diante da dificuldade atual em manter-se em um relacionamento duradouro, e com tudo que o mundo oferece, qual é a sua opinião?

Não sou muito bom com as emoções (sou um vulcão delas), mas vou tentar opinar, sem ser pétreo ou gelatinoso.
Existe hoje um grande medo entre as pessoas de se relacionarem, elas não estão satisfeitas com elas mesmas, e pelas confusões que o nosso emocional cria em nós, embarcamos numa viagem de buscar na outra pessoa, a satisfação que nos falta. E quando na verdade “ficamos”, não ficamos pois, partimos, partimos mais uma vez em nosso trem chamado “insatisfação” rumo às estações chamadas “vida de qualquer um” , carregando um pouco do outro que “não ficou”, mas partiu conosco. E assim, a viagem fica mais “pesada”, cheio de gente que fica na nossa memória, fazendo mais e mais confusão, quando são abraçados e beijados na lembrança, mas no corpo não. Aí, quando encontramos alguém que nos interessa, a gente tá tão cheio gente dentro de nós, que quem nós realmente somos, fica para trás, diminuído e lascado pelas pessoas que não ficaram, pois somente foram simplesmente “ficantes” pelo fato de só se “ficar”. Aí, assustamos esse novo alguém, pois apresentamos um “clone transgênico filho de muitos pais “ ao invés de quem realmente somos... Muitos “ficam” e muitas são as formas de “ficar”, mas a melhor forma dentre todas as possíveis, é aquela que a princípio envolve uma (com) paixão, um olhar que não há feio nenhum, pois a forma de olhar foi de carinho e não hormonal ou estímulo-sensorial; nessa forma, o tempo de acontecer as coisas não é vigiado, pois o que é para sempre não é rápido e envolve construção de mais sentimentos, de mais hipóteses, de mais projetos, envolve mais alegrias e sofrimentos, envolve outras pessoas que querem nos amar, pois fazem parte daquele que começamos a amar, e assim o tempo vai passando, passando, e tudo que era pequeno, crescer, amorfo, toma forma, efêmero, se torna perpétuo, e assim, sem forçar, de omissos, temos compromisso, e sem perceber, mas já percebendo, estamos namorando....
Bem, essa é só uma opinião...
Marcelo.

É triste mas a gente se acostuma


É triste mas a gente se acostuma

É triste, mas a gente se acostuma
Se acostuma com o papel no chão,
Com poluição que nem em Cubatão.
Se acostuma com palavrão;
Nunca como via de solução,
Mas de desabafo e de desespero acalmado.
É triste mas a gente se acostuma.
Se acostuma com a falta de educação,
E sem educação, se acostuma a não ser gente,
E não sendo gente,
Qualquer ambiente é terra de pastagem.
A gente acostuma olhar, mas a não enxergar.
A comer sem digerir, a ter sede no meio do mar
Se acostuma ao invés de ter sonhos,
Sofrer com alucinação.
Se acostuma a ser violento ,
Não por necessidade de sobrevivência,
Ou por forças das circunstâncias;
Mas por fobia de não saber o que fazer,
Pois fazer tem ser aprendido,
E a gente se acostuma a se reunir,
E não aprender com ninguém.
Se acostuma a ser um ajuntamento,
E não um grupo evolutivo.
Se acostuma a quando fazer, fazer errado,
Pois o certo já não é maioria.
E acostumamos a sermos democráticos, sem sermos éticos.
É triste, mas a gente se acostuma.
Acostuma, a guardar, a guardar e a guardar ...
O que não é bom, o que corrói e dá angustia na alma,
E simplesmente a botar fora sem protocolo algum
Os singelos valores eternos,
Que o tempo nunca, jamais pode dizer que não são colunas e baluartes do que transcende a raça humana.
É triste, mas a raça,
Que deveria ser humana,
Se desumaniza à medida que quando ganhamos,
Ganhamos na “raça” e da raça.
Que ao invés de nos levar à vitória,
É simplesmente conquista,
Pois envolve na maioria dos casos,
A raça, dos “diferentes”, “inferiores”, “pobres” e “nus”
Dos “ conquistados”.
E nessa dinâmica, não há espaço para uma vida em comum,
E sim incomum.
É triste, mas até com isso,
A gente se acostuma.

Marcelo da Conceição Pinto.

sábado, dezembro 16, 2006

Nostalgia


Eu era criança, mas creio que era mais exigente em relação à música.
De volta para o passado! Esse grupo era simplesmente sensacional!
ABBA! Chiquitita e Dancing Queen


http://www.youtube.com/watch?v=wmpgU8XuN3Q

http://www.youtube.com/watch?v=TundchcwGzA

Aos ex-alunos


Já tenho saudades de vocês...Olho para cima e digo: Muito obrigado Pai,pelo privilégio de vê-los crescer, por ter feito parte de uma etapa tão bonita de suas vidas, de ter visto seus sorrisos escancarados e escrachados, mas por também ter podido perceber aquela lágrima solitária que desce pelo canto do rosto, percebida muitas vezes não pelos mais íntimos, mas por aqueles que por singelos segundos, puderam contemplá-la, no paralisar de um tempo que se chama momento. Sabe... se eu talvez tenha marcado em algum sentido as suas vidas, com certeza vocês marcaram a minha. Não, não foram muitos encontros, mas os que aconteceram, realmente aconteceram, pois não foram frutos de "ação e reação", mas sim, de uma cumplicidade em que nossas almas realmente conversaram, culminando numa confluência muito pouco resumida nas palavras RESPEITO e AMIZADE.
Já tenho saudades na ausência que ainda não chegou, por isso quero, desde de já, dizer para vocês: Obrigados MEUS MESTRES, MEUS AMIGOS...

Reflexos da CRUZ


Não tem jeito. Viver realmente é contemplar algumas sombras. Nosso primeiro "eu" se divorciou da LUZ criando uma anomalia, um tipo de anteparo que impede os raios de luz se propagarem. Assim surge o opaco,a escuridão, as trevas, as densas trevas... Interessante é, que entre a LUZ e as trevas, estamos nós, "o anteparo " produto de um rompimento relacional, pois éramos a imagem da LUZ, e como imagem da LUZ, éramos luz também. Não havia trevas no nosso "eu" passado, pois nada havia entre nós e a criação, seja material ou transubstancial, isto é, entre nós e o que a LUZ disse que "houvesse" e assim "houve".
Mas nem tudo está perdido! Se não somos o que fomos (LUZ), também não somos as trevas que de nós como anteparo, surgem. Aliás, o maior anteparo que conheci, não conseguiu absorver nem capturar a LUZ, ainda que por momento, a paralisou. Foi incrível! Um anteparo de madeira, por um momento conseguiu, assim como um "buraco negro" que absorve toda forma de energia e luz, reter a fonte de toda LUZ. Mas a verdade é que não foi o anteparo de madeira que barrou a LUZ, e sim a LUZ que paralisou o anteparo, pois foi de encontro a ele, e não dele fugiu! E assim como a LUZ foi em direção àquele objeto, ela vem em direção a nós “anteparos divorciados da LUZ”, e assim sendo, o que vemos refletido no chão, não são mais densas trevas , mas uma CRUZ!

Homens Árvores


Muitos homens não apenas enxergam outros como árvores. Eles são as próprias árvores.Assim como a humanidade precisou de um CARPINTEIRO para lapidar, desbastar, e forma uma nova forma na DESFORMA: todo homem precisa de um carpinteiro também,um particular que lhe dê a forma que o CARPINTEIRO dos carpinteiros lhe inspirou...Esses são líderes de líderes, pois trabalham mais, e por isso, servem mais, sendo assim, segundo o Reino que servem, maiores pelo serviços que prestam.Felizes são os homens que não andam segundo a forma que lhes caem bem, mas andam segundo os formões dos carpinteiros do CARPINTEIRO. Esses se tornam objetos vivos a enfeitarem e servirem na CASA DO CARPINTEIRO, ou seja, no coração das árvores.....

A cola


A cola


A cola é uma filosofia de vida;
Por vezes, uma religião.
Por ela nos pecamos e temos redenção.
Nos esmeramos, nos dedicamos e até corremos riscos.
Ela não é um meio, e sim um fim. Um estilo de vida que somente alguns se destacam dos simples mortais e habitam uma atmosfera superior, rica em adrenalina, sangue suor e lágrimas. É um desafio do tipo “esportes radicais”, onde poucos têm acesso.
Mas tais geralmente são tidos como “deuses” que descem do Olimpo para agraciar os míseros mortais.
No dia “D”, ela é o nosso bem mais precioso, valoroso, digno de uma vida de empenho e dedicação.
Ainda que a tal seja desnecessária, o importante é a conferência, pois como humanos que somos, somos falíveis, contudo, ela não, ela é a calculadora que nunca falha.
Além de tudo, há aquele sentimento de vitória, de pódio, de altura, de ter ganho a guerra contra o professor e inspetor adversário, nosso infiel inimigo, de uma guerra santa.
Somados a tudo isso, há o ápice do regozijo, enxertados pelos comentários dos covardes e insignificantes que nos cercam.
Colar ou não, eis a questão!
Colar sim, eis a missão!
Quem não cola, também sai da escola.
Mas quem cola, sai mais rápido!
Da cola nunca abrir mão!
Só depois da aprovação!
Pra cola muitos são tentados, mas poucos são capacitados! Tem que ter dom!
Senão é reprovação; pois com certeza se você perder a razão, também perdeu o cartão!