sábado, junho 30, 2007

Nenhum homem pode assumir completamente sua modernidade se primeiro não conhece e incorpora a tradição de seu passado e a força de suas raízes...


No movimento e no fluxo das coisas, encontramos construções e projeções do que fomos e sentimos. Construções muitas vezes que simplesmente aconteceram, pois foram incorporadas a quem somos. Nesse contexto, saber quem somos é fundamental para que entendamos no que nos tornamos. Os costumes que muitas vezes pensamos que ficaram no passado se tornam presentes pela tradição que nos acompanhou. Por isso são presentes e modernos, ainda que tradições. A modernidade não é um ato instantâneo, plastificado num movimento que se tornou estático só porque demarcamos no momento. Somos frutos de uma construção contínua e inacabada e, entender de que somos feitos, é de fundamental importância para não tornarmos aquilo que ainda moderno, não queremos ser.

terça-feira, junho 12, 2007

Meu Amor!


Deus eu te amo.És razão de eu estar aqui, escrevendo. Fora de Ti nada tem sentido. Nada dá razão. Nada acolhe. Nada abriga. Nada perfuma. Meus sonhos são contigo. Tenho saudade donde vi. Tenho saudade de Ti. Meu universo interior não é meu. É Teu. Sou teu. Vivo por Ti. Sou sustentado por seu fôlego. Não tem ar. Tem teu ar. Minha vida. Minha existência. Meu amor. Meu bem maior. Meu coração. Meu chão. Meu céu. Minha paz. Minha alegria. Meu caminho. Meu piso. Minha correção. Minha disciplina. Meu choro. Minhas lágrimas. Meu fôlego.Meu sorriso. Meu toque. Minha visão. Meu cheiro. Meu calor. Meu esconderijo. Meu arco. Minha fecha. Meu alvo.Sombra minha! Meu tempo. Meu passado. Meu agora;. Meu porvir. De Ti sai. Estou retornando. Quero correr! Vejo Teus braços abertos! Vejo os furos. Quão grandes furos!Desculpe os furos. Quero mais. Tenho tudo. Tenho essência. Que vida! Que aventura. Quantos tombos. Quantos carinhos. Quanto cuidado. O Senhor me constrange. Minha vida. Linda Vida. Inundação de Amor. Luz excelsa! Teu sangue. Minha paz. Deus, eu não sou nada sem Ti. Tudo vem de Ti. Tudo volta para Ti.Te seguirei. Nada me impedirá de Te seguir! Doce presença em meu interior! Quero me afogar em Ti. Cura minha! Meu Amor! Meu Deus!

quinta-feira, junho 07, 2007

Ilusão!

Poderiámos ter vivido uma vida diferente da que vivemos? Será que diante de tantas escolhas, escolhemos erradamente e não nos tornamos o que deveríamos ser? Há concerto para as decisões que achamos erradas e algo benéfico nas certas? Ainda há tempo? Ou o tempo nos é dado a medida que queremos mudar? Há relação entre oportunidade e ocasião? Será que a ausência de sofrimento é o veradeiro sentido da existência humana? Seria isso o nosso maior tesouro a ser descoberto, nosso "Graal" perdido? Ou é uma utopia a existência de tal coisa? Pergunto se erramos mais quando sofremos ou sofremos mais quando erramos? E na ausência do sofrimento há certeza de acerto ou erramos mais quando sofremos menos? Que paradoxo!!! Sofro para acertar e e erro para não sofrer. Parece confuso mas confusão não há e sim, despertamento de alma adormecida e letárgica pela cultura edonista que infesta e infecta nossos corações. O que te fizeram ser o que você é? Seus erros ou seus acertos? Onde você sofreu mais? Será que sofreu ou viveu? Acertou mesmo ou mentiu para todos, mesmo para si ? Onde suas sábias escolhas te levaram? Pode o homem escolher bons caminhos e caminhos saudáveis para ele e para os demais que fazem parte de seu universo? Viva o calor escaldante! Viva o frio paralizante! Viva a intensidade das lágrimas! Viva os atos impactantes! Mas morte há na vida que se pensou viver sem as pedagógicas dores reflexivas e corretivas, que nos fizeram encontrar o verdadeiro Caminho, antes as muitas trilhas que pensávamos ser rua de ouro!

domingo, junho 03, 2007

Pés...

Outro dia pensei em entrevistar um pé. Não era nem grande, nem pequeno, mas que trazia em si, umas marcas que lembravam velhice e tormento. Fique pensando como começar a entrevista e qual seria a melhor pergunta para tal. Por onde ele teria andando? Quais seriam os resíduos que ele trazia? Qual seu tempo de existência, e qual seria o de caminhada? Quando começou andar? Quais seriam seus ferimentos? E quantas topadas ele teria dado? Quantas perguntas a serem feitas...
Foi quando olhei para um , um que era o meu próprio pé. Um que de repente me assustou. Não conheci meu próprio pé, pois já não lembrava mais por onde ele tinha caminhado. Fiquei a me perguntar se eu é que tinha levando o meu pé até os lugares que percorri, ou de maneira autônoma, como se de vida própria, ele é que me puxou. Não sei bem... Tenho que admitir que fui a lugares que não quis. Falei com pessoas que não me interessavam. Provei, sentir e apreciei o que nunca me tinha passado pela cabeça. Que vida doida. Que doida vida na ótica de um pé, que na verdade mais viveu como cabeça. Percebi resíduos de terras que hoje me parecem muito distantes, mas que ainda nele, estão presentes. Também como uma face, apresenta rugas e ressaltos epidérmicos. Curioso que muitas vezes minha mente esteve na lama, enquanto meus pés, em pastos verdej
antes. Outras, eles estavam enlameados até o “pescoço”, enquanto eu estava bem com minha mente. Sei também que meu pé em muitas ocasiões pisou de maneira vacilante, tropeçou e me derrubou. Mas há nele uma forte tendência de percorre o Caminho. Eu é que confundi o Caminho com uma estrada qualquer e por isso perdido fiquei. Pisei também passos fortes que contradisseram a fraqueza espiritual que me encontrei, num paradoxo explicado somente por força que vem de fora, ainda que passando por dentro de cada um de nós. Tudo isso é uma loucura que leva-nos a pensar de como são os pés daqueles que vivem a vida de maneira verdadeira e conseguem caminhar por onde muitos se esqueceram onde ficam tais lugares que somente a alma pode discernir. Felizes são os que têm tais pés.