segunda-feira, outubro 11, 2010

Não tem desculpa. Taí o recado.

Se você está lendo o que estou escrevendo, você ainda tem todo o tempo de que ainda precisa. Mas lembre-se, ele vai passar, fazendo você algo ou não, ele vai passar.  O tempo sempre passa. Por isso não deixe ele somente passar, pois a qualquer momento ele pode parar e não sabemos quando isso pode acontecer. Diante disso, realize sonhos ou descanse. Interrompa conflitos e busque a paz, se possível até com os homens. Conserte relacionamentos "quebrados". Quebre alguns que te fazem mal. Pois Deus nos chama à paz. Faça visitas sem avisar. Presentei fora de época. Tome sorvete e preste atenção à Lua Cheia. Dá sensação de mistério , de transcendência. Viaje para locais desconhecidos. Não volte aonde você se machucou. Deixe lá trás. Ouça gente diferente de você. Fale com Deus. Ouça Deus no fundo do coração. Ouça a consciência que Ele pois em você. Ele fala através dela também. Chore se sentir vontade. Plante uma árvore. Orquídeas também fazem bem. Se for uma hortinha, sinta o prazer de comer o que você mesmo plantou. Isso nos faz ter um sentimento de cumplicidade e parceria com a terra, com o solo. Nos dá consciência ambiental. Veja que o tempo das plantas é diferente do tempo dos animais. Perceba que música é legal, que dá alegria, mas que o silêncio tem o seu valor para nossa alma. Que geralmente a consciência é ouvida no silêncio. Escreva suas idéias e pensamentos. Isso os valoriza. Reecreva-os sempre que as idéias evoluirem. Apague outras. Cuidado com os vícios. Cuidado, até bons hábitos, se são descontrolados, vícios se tornam e causam entorpecimento da consciência. Saiba que psicopatas são pessoas que não têm consciência e não se importam com as pessoas, visto que consciência é que nos faz amar. Não ponha sua alegria nas coisas nem em lugares. As coisas escangalham e enferrujam. E os lugares mudam. Se por nas pessoas, saiba que em algum momento elas podem te decepcionar. Saiba que a decepção faz parte da existência. Não as julgue. Você também decepciona as pessoas que te cercam. Conscientemente ou não. Beba água sempre que acordar e durante o dia todo. Ela limpa e desintoxica o corpo e é fonte de vida. Saiba que você não se conhece plenamente. Saiba que só Deus conhece realmente quem você é ou como está. Não acredite no que as pessoas dizem de você ou quem você é. Mas considere e reflita em todas as opiniões. Saiba que conhecimento não dá alegria, mas que companhia sim. Que em muitos casos, o mesmo traz arrogância e isolamento. Cuidado com as bajulações. Muitos "Aleluias" após algumas situações se convertem em "Crucifica-o!" "Crucifica-o!" E que alguns elogios são "veneno" para nossa espiritualidade. Você não é tão bom como pensas. E nem tão ruim como a culpa pode insinuar. Sente no chão e brinque com uma criança. Você pode aprender algo com isso. Durma até tarde se puder, mas ver o Sol nascer nos dá inspiração e nos faz perceber um pouco da grandiosidade de Deus. E por fim, Deus não tem culpa e pode sempre nos ajudar a nos tornar um ser humano melhor para nós mesmos e para os que encontramos na caminhada da existência. Mesmo que isso leve o tempo de  nossa própria vida inteira. Beijos Marcelo.

domingo, outubro 10, 2010

Honrai pai e mãe para que a vida vá bem... Reflita sobre o vídeo.

video

Relações "estranhas"

Feriado. Feriado e descanso é sempre bom para alma, posto que desintoxica das lamúrias do cotidiano e nos faz canal dos pensamentos andarílios que passeiam pelo que muito denominamos "existência".
Aqui em Jerônimo está como sempre, calmo, calminho. Essa calmaria me faz pensar em algumas relações bilaterais, relações que ora somos ou estamos em pólo, outrora noutro.
Falo em primeiro lugar, de gente que  se relaciona como "zumbis".  Gente que tem carne, mas não tem alma, muito menos espírito. Gente que abraça mas não sente, e seu abraço é  gelado, pois as emoções já morreram há muito tempo e esse corpo não aquece mais. Gente que mais parece coisa, adereço ou ornamento, a gente sabe que  existe, que até faz parte de nossa existência, mas se não estivesse mais aqui, pouca falta nos faria, a não ser a falta do vaso que caiu, e quebrado foi, deixando apenas espaço físico. Gente que não sabe ou  não quer se dar, visto que para isso deixaria o status de coisa ser , para gente serem de verdade.  Gente que sofre nas relações que se permitem, e isso "zumbis" não podem, posto que perderiam o que mais lhe é inerente: A INSENSIBILIDADE na existência, nas relações. É tem muita gente assim...

O outro grupo a que me refiro, é de gente que 'e "gente-fantasma". Tem muito dengo, muito toque, muita choradeira e lamúria. Mas que na verdade as relações são fluidícas, visto que oram dizem que "amam" intensamente, ora deixam em nós somente "assombrações" daquilo do que falaram e insistiram em dizer que era profundo e pertinente. São pessoas em que nós nunca pudemos verdadeiramente contar, mas que sempre nos sugaram nos relacionamentos interpessoais, numa relação simbiótica de parasitismo social, posto que só não nos mataram, para não perderem sua fonte de alimentação sócio-emocional". "Desamam" tão facilmente e esperadamente assim como certamente o gelo derrete ao sol. Gente que diz  para você: "Oi amadinho" e depois pensa em si mesma: " Afasta-se de mim você não me interessa mais". Gente muito fraca mesmo...

Diante disso, aprendi uma coisa da parte de Deus, ou pelo menos ficou isso: Amar os que se vão, assim como Jesus amou o jovem rico.  Quantos se afastam de nós por possuírem "muitos bens". Acho que foi por isso que Ele também disse: Felizes são os podres de coração...

Feriado dá nisso, começo a pensar e RSRSRSR. Tchau gente!


Marcelo Pinto

quinta-feira, setembro 16, 2010

Católicos sabem o que é graça - Site Paulo Brabo


Um dos paradoxos que marcam o cristianismo histórico ocidental está em que, embora os protestantes sejam os grandes e credenciados defensores da graça, são os católicos – grandes e credenciados antagonistas dos protestantes – os únicos cristãos a desfrutar adequadamente dela.




Graça, como se sabe, é a palavra que usam certos autores do Novo Testamento para referir-se ao irredutível cavalheirismo de Deus, sua desconcertante postura de benevolência diante dos nossos maus tratos. Garantem-nos esses autores que é por graça, isto é, por cavalheirismo divino e não por mérito nosso, que dão certo as coisas que dão certo neste mundo. É por graça, e não por algum critério particular de seleção, que Deus derrama sol e chuva sobre justos e injustos; é por graça que as suas misericórdias renovam-se a cada manhã; é por graça, e não por teste de paternidade, que Deus chama-nos de filhos e concede que o chamemos de Pai; é por graça que Deus requer e oferece “setenta vezes sete” rotações de perdão por minuto; é por essa divina graciosidade, arremata o Apóstolo, que “somos salvos”.



Desde sempre a característica mais singular da graça foi essa mesmo, o fato de não podermos fazer coisa alguma para merecê-la. O cerne da “boa nova” cristã está em que não se pode extorquir de Deus aquilo que ele se dispõe a oferecer gratuitamente. Essa portentosa revelação transforma imediatamente em obsolescência e contravenção as mais consagradas práticas de chantagem contra a divindade, coisas como ofertas, sacrifícios e religião.



Curiosamente, os primeiros reformadores alicerçaram o seu discurso sobre essa precisa questão: a Igreja Católica, protestaram eles, havia perdido a graça de vista, construindo um império fundamentado na venda de privilégios e na institucionalização da manipulação divina. Os católicos haviam dado as costas ao coração da mensagem cristã, que garante não haver sacrificío que possa comprar o perdão ou penitência que possa pagar a culpa. Haviam reduzido o cristianismo a uma casca ritual desprovida de vida e vitalidade. Os católicos haviam se esquecido da graça, e os protestantes dedicaram suas vidas a corrigir este erro.



Parece no entanto inevitável que acabemos adquirindo as características daqueles que refutamos mais apaixonadamente. Nos últimos duzentos anos os católicos aprenderam a desfrutar gostosamente da graça, enquanto os protestantes se encarregaram de transformar o cristianismo numa casca ritual desprovida de vitalidade. Resta-nos o discurso, cabe-lhes a herança.



Os católicos crêem que sua Igreja não é contida por templo algum.

Ao contrário dos protestantes e em conformidade com a postura geral de Jesus, os católicos tendem a enxergar o mundo como um lugar eminentemente seguro. Para os católicos nada neste mundo tem como dar errado, realmente errado – e não pelo fato de haver templos católicos em todo lugar (coisa que os protestantes parecem ver como a principal vantagem dos seus antagonistas), mas justamente por crerem, intuitivamente, que a sua Igreja não é contida por templo algum. Os católicos enxergam a Igreja não como um lugar, mas como uma condição inescapável de segurança, algo muito semelhante ao que Jesus descrevia como sendo o reino de Deus.



Como a Igreja está em todo lugar, Deus está em todo lugar e também o serviço cristão. Ao contrário de nós, os católicos vão à missa e não “à igreja”, porque a Igreja é terreno santo e onipresente do qual não há como escapar. Deus estando em todo lugar, sua proteção é imediatamente acessível, seu poder é inevitável, seu favor é onipresente. Deus e a vida podem ser celebrados adequadamente aqui mesmo, fora das portas do templo, porque não há como fugir da esmagadora segurança da Igreja, que é em ínumeros sentidos outro nome para o seu reino.



Antes de concluir o seu curso preparatório, Dietrich Bonhoeffer, o teólogo alemão que apregoou o fim da religião e morreu num campo de concentração pelo seu envolvimento numa conspiração para assassinar Hitler, visitou Roma e o Vaticano. Ele esperava encontrar-se com a história, mas foi a vitalidade do catolicismo que causou-lhe verdadeiro impacto. O teólogo nunca permitiu-se esquecer a experiência, e menciona em inúmeros sermões e reflexões a integralidade e a universalidade que testemunhou na vivência católica da igreja.



Há uma palavra que, quando ouvida por um coração católico, acende todos os seus sentimentos de amor e de bem-aventurança; ela põe em movimento as emoções mais profundas de sua sensibilidade religiosa, do pavor e assombro do Juízo Final à doçura da presença de Deus; essa palavra desperta nele os sentimentos mais ternamente domésticos, sentimentos como os que só uma criança pode nutrir com relação à sua mãe: gratidão, reverência e amor sincero; o sentimento que toma conta de uma pessoa quando, depois de uma longa ausência, retorna ao lar, o lar de sua infância.



E existe uma palavra que entre os protestantes soa como algo infinitamente lugar-comum, algo mais ou menos indiferente ou supérfluo, que não faz o coração bater mais forte; que associam a uma sensação de tédio ou fastio ou que, de qualquer modo, não dá asas à nossa sensibilidade religiosa – e no entanto nossa sorte está traçada se não formos capazes de conseguir para ela um significado novo ou um muito antigo. Ai de nós se essa palavra não se tornar relevante novamente, se não tornar-se assunto de importância nas nossas vidas.



Isso mesmo, “igreja” é a palavra cujo significado esquecemos.



E por igreja Bonhoeffer quer dizer a comunidade da graça, a reunião informal e universal dos que se sentem ao mesmo tempo infinitamente seguros e infinitamente desafiados pela incessante credencial divina.



Para o protestante a igreja é um local e uma tarefa.

E sim, os católicos tem as suas novenas, suas velas, suas promessas e seus sacrifícios, mas recorrem a eles e deixam-nos lá, em paz; partem para as suas casas e vivem as suas vidas como gente normal, confiados na improvável graça como um cristão deveria fazer. Não vêem a necessidade, como nós protestantes, de reacenderem seus sacrifícios incessantemente, domingo após domingo após domingo pela eternidade; não vêem a necessidade de dar evidência do seu mérito pela atividade incessante, pelo acúmulo insano de conhecimento e pelos ajuntamentos febris. Os católicos têm as suas repetições, mas podem recorrer a elas em oculto, na privacidade das suas casas. Têm as suas imagens, mas não se rebaixam com a mesma facilidade ou as mesmas desculpas à ganância, que é idolatria. Têm os seus santos, mas preferem beijá-los do que sustentá-los com dinheiro. Tem as suas penitências, mas conhecem o arrependimento. Tem as suas peregrinações, mas não se rebaixam ao espírito de rebanho – isto é, não seguem todos para um mesmo lugar.



Tudo isso em sonoro contraste conosco, que cometemos a impudícia de, sendo os mais carolas e religiosos, sermos os que mais tagarelam sobre a graça. Para nós a igreja é um local e uma tarefa; para o católico é uma segurança e um estado de espírito. Para nós a graça é um conceito importante; para um católico, é estar vivo.


quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Só tenho isso.


Há muito tempo não escrevo.Não é por falta de tempo. Ele tem sobrado. Aliás, aprendi nesses últimos tempos que a falta de tempo não é desculpa para se deixar de fazer alguma coisa que se quer, posto que se quer, logo tempo se acha ou se remaneja.Não escrevo é porque verdadeiramente a inspiração acabou. E pode alguém auto-inspira-se? Não sei. Realmente não sei.Percebi nesse momento que temos uma tendência inimaginável de julgar coisas, bichos, fatos e pessoas. De dar valores e mensurar possibilidades. Isso é um fato entre os seres humanos. Mas quase sempre nos enganamos. "Caímos" justamente naquilo que dizemos que somos bons ou que somos fortes. Quase sem perceber classificamos : " esse bichinho é lindo, mas aqueles..." " Gosto tanto do jeito de fulamo, mas beutrano eu não engulo...". " Esse cara não parece ser boa pessoa, preciso me precaver...""...Pois bem. julgamos a todo o momento. Seja esse julgamento baseado pelo que recebemos quando crianças, ou por aquilo que a maturidade pode nos oferecer como padrão de análise. Mas erramos. Erramos pois vi gente que gente não pareceia ser, e "mal-carateres" tão humanizados que nem gente paracia ser. Coisas que eu abominava me fizeram feliz. Outras que eu amava, me deixaram entendiado e me aborreceram. Percebi que sempre "eu" venho primeiro e por isso muitas vezes não ouvi, e por não ter ouvido, não refleti, e por não ter refletido, não agi ou agi mal com aqueles que de mim demandavam alguma atenção, seja de afeto ou de simplesmente ouvinte realmente eu ser.Messe período de "abstinência" de criatividade, percebi que ter controle é uma grande ilusão, na verdade na maioria das vezes o que realmente quer nosso coração é "perder" o controle e viver a expectativa do "inesperadamente inédito". E assim vivemos de expectativas em expectativas. Expectativa é a ansiedade controlada. Mas é possível controlar uma expectativa intensa e intrinsecamente apelativa para nosso interior?Não sei se podemos... Aí só fazemos besteiras. RSRSRS! Mas de besteiras em besteiras, acertamos. Chega um momento que acertamos. Quando percebemos que as expectativas acabaram e a ansiedade já não se faz presente. Aí sim começamos a enxergar pelo menos um pouco. As comparações realmente comparam e as análises são feitas com imparcialidade e veracidade. Mas só depois de muito errarmos.Bem, aindo tô sem inspiração, mas coloquei aqui alguns pensamentos que permeavam a minha muito doida cabecinha.Um abraços a todos.Marcelo